sexta-feira, 6 de junho de 2008

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"Este será o nosso caminho. O caminho de servir Aveiro e os Aveirenses.
Este é o caminho que no dia 9 de Outubro de 2005, os Aveirenses democraticamente escolheram.
Este é o caminho de concretizar a esperança que nasceu há dois anos.
E este é o caminho que temos o dever e que vamos cumprir."
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AIDA não sabia da extinção da Aveiro-Expo

O presidente da Associação Industrial do Distrito de Aveiro (AIDA), Valdemar Coutinho, pretende esclarecer o anunciado plano de Saneamento financeiro da Câmara de Aveiro, que inclui a extinção da empresa Aveiro-Expo na qual aquela organização de empresários participa com 49 por cento do capital social.

Em artigo de opinião publicado esta sexta-feira no Diário de Aveiro, o dirigente diz que a Câmara de Aveiro não deu conhecimento da medida à AIDA.

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P.S. - Esta gente continua a fazer de Aveiro e dos Aveirenses um parque de diversões. Até quando?

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008



As historietas do ex-vereador

(Por Alberto Souto de Miranda)

Um dever de recato
1. Já me tinham dito que o Sr. Prof. Manuel Ferreira Rodrigues continuava sem perceber porque é que o convidei a demitir-se do Executivo camarário a que tive a honra de presidir. Já me tinham alertado que, doentiamente, continuava a atribuir-me as culpas da sua confrangedora inépcia como vereador, apesar de ter tido tempo mais do que suficiente para, humildemente, interiorizar as suas próprias limitações. Ficava triste com o que ouvia. Afinal, tinha a esperança de que, três anos volvidos, o Manuel Ferreira Rodrigues recuperasse a lucidez então perdida e que algum distanciamento histórico lhe permitisse, se não a percepção mais real do seu desempenho, pelo menos o recato da sua esquizofrenia política.

2. Optimismo o meu. O Sr. Professor Manuel Ferreira Rodrigues, em vez de se dedicar à investigação histórica, que é o que sabe fazer bem, preferiu reescrever a história recente, o que tenta fazer mal. É assim que se deslustra um historiador no vão afã de rever “la petite histoire” de um inefável vereador. Em vez de fazer com que o tempo apague a triste memória daqueles seus dias patéticos, preferiu exorcizar os demónios da sua incompetência política e prestar-se a uma nova instrumentalização dos seus dislates oratórios, que o tornaram tristemente célebre nessa época.

3. É caso para dizer, Sr. Prof. Manuel Ferreira Rodrigues, que, depois da paciência e solidariedade que todos os membros do Executivo tiveram consigo - ao tentarmos disfarçar a descalabrada “gestão” cultural e educativa em que se ridicularizava a si e nos penalizava a todos, não havia necessidade de ser mal agradecido e de me obrigar a vir a terreiro para desmascarar a sua tentativa de revisionismo dos factos e para esclarecer aquilo que foi um caso raro de anedotário cívico.

4. Como é que é possível que o Manuel não consiga ainda compreender que ele foi um manifesto caso de “erro de casting” e que, do primeiro dia ao último, foi um tremendo equívoco e uma inequívoca incompetência? Será que ele não sabe que todos se recordam bem das suas tristes e quixotescas figuras? Será que ele não entende que há muita gente disponível para testemunhar que há um historiador a lidar mal com a sua própria história? Assim o quis, então. Assim o terá.

O Museu da República

5. Na badalada entrevista ao DA, afirma que o Sr. Prof. A. Pedro Vicente se sentiu humilhado “com a vereação do Prof. Celso Santos e com as duas vereações de Alberto Souto” (sic!): ora, precisamente, o vereador da minha segunda vereação responsável pelo Museu da República foi um tal Manuel Ferreira Rodrigues… A confissão de que foi ele mesmo que humilhou o Professor A. Pedro Vicente fica-lhe bem: na verdade, depois de todas diligências que efectuei para que o acervo viesse para Aveiro, como de facto e de direito veio a acontecer, a paralisante gestão do Manuel tudo bloqueou. Os meses iam passando e todas as boas ideias do museu multimédia – de que ele parece querer ufanar-se, mas que já existiam quando chegou à Câmara – estavam por concretizar.

6. É falso, pois, que eu tenha boicotado o projecto. Simplesmente, tive a desdita de o Museu calhar a um vereador que tudo encalhava e só muito falava. Palavras, muitas palavras, nenhuma acção. Excepto duas: a proposta de trazer o Presidente Jorge Sampaio para inaugurar algo que ainda não existia – o que, ao ritmo da revelada ineficácia do Manuel, me pareceu deveras imprudente e precipitado e aqueloutra de, sem consultar ninguém, se ter comprometido ao pagamento de honorários incomportáveis ao pintor António Viana – no que foi absolutamente irresponsável. É falso que não tenha conversado com o Prof. Carvalho Homem, como certamente o próprio se recordará. Mas é verdade que não recebi o pintor António Viana: o Manuel, sem coragem para assumir as consequências dos seus irreflectidos actos, ainda queria que fosse eu a ter de explicar que tinha um vereador politicamente inimputável… Travei as duas. Aliás travaram todos os membros do Executivo. É verdade. Fui, realmente, um travão aos disparates do Manuel.

7. Eu queria um Museu da República, pólo multimédia de pedagogia cívica, ancorado no acervo do Sr. Prof. A. Pedro Vicente, assinei o protocolo de doação e trouxe para Aveiro o espólio. Isso foi o que eu fiz. O Manuel não se sabe bem o que queria, nada fez imaginando que fazia algo e tudo deitou a perder. E é pura e simplesmente falso o que afirma sobre a minha intenção de devolver o acervo e de o não ter feito por receio de algumas figuras do PS. Isto deve ser um delírio seu, para se justificar perante alguns maçons de colheita pechisbeque, que agora acedem facilmente aos aventais, adquiridos nas lojas dos trezentos. Os outros, eticamente consistentes, não caucionam estas bazófias.

A destruição de Arquivos

8. O Manuel também se queixa de que, no seu tempo, foram destruídos os arquivos da Casal e da Junta de Cacia. O desconchavo do lamento releva do patológico: então esquece-se – como sempre se esqueceu - que lhe competia a si, vereador da cultura, inventariar os arquivos relevantes e propor e adoptar as medidas cautelares necessárias para tal evitar? E que, mesmo depois de lembrado, nunca fez nada para o concretizar? E atreve-se a queixar-se disso, como se, da minha parte, houvesse qualquer conivência ou desconsideração com essas preocupações, no que se torna absolutamente insultuoso! Ora, eu não lhe reconheço sequer maior vontade do que a minha em preservar todos os arquivos importantes. A nossa diferença em matéria de arquivos foi apenas uma: o Manuel queria um Arquivo Municipal novo, construído de raiz; eu achava que devíamos, antes disso, optimizar os espaços vazios do novíssimo Arquivo Distrital em Aradas, que estava subaproveitado. Eu queria preservar logo e em boas condições. O Prof. Manuel Ferreira Rodrigues preferiu protestar por um novo arquivo municipal e deixar tudo disperso. A minha solução era a de boa gestão dos dinheiros e equipamentos públicos, a do Manuel era a de alguém que tudo quer, nada resolve e de tudo se lamenta, mesmo das suas próprias distracções. Um achado este Manuel. Mas em si mesmo perdido.

A atribuição de subsídios às Associações
9. Sobre a política cultural da Câmara, o Manuel profere mais uns dislates. Afirma que a relação com as associações não era séria. Torna a esquecer-se de que era ele o vereador da cultura! Ele lá sabe, a seriedade que com elas mantinha… Realmente, não devia ser muita, porque, pouco tempo depois de ele ter iniciado funções, começaram as queixas. Afirma que, enquanto lá esteve, os subsídios eram atribuídos “ao sabor das influências, dos amigos do partido, das pessoas sonantes…”. Ora, esta confissão seria fantástica se não fosse pungente: é que, como eu nunca agendei a atribuição de qualquer subsídio por essas razões, só se pode concluir que eram essas as motivações das propostas subscritas pelo vereador responsável. Os subsídios eram todos, mas todos, aprovados em Reunião de Câmara. O Manuel está a insultar todos os membros do Executivo e a si mesmo.

A política cultural e educativa do ex-vereador

10. E que dizer da sua opinião de que as animações de Verão lhe fazem lembrar a União Soviética? Mas não era ele o responsável? E eu que só lhe conhecia as simpatias pela China comunista… Porque é que não propôs nenhuma mudança? Acha que eu não devia ter convidado a Marisa? Fico bem com esse pecado. E com o gosto de milhares de aveirenses. Mas, convenhamos, alguém tinha de fazer alguma coisa enquanto o vereador divagava nas reuniões de professores e de pais e as transformava em comícios sobre a tecnologia dos frigoríficos e a revolução francesa. Ou sobre a tecnologia dos frigoríficos e a revolução inglesa. Ou sobre a tecnologia dos frigoríficos e a revolução portuguesa. Mas nunca sobre o tema da reunião de trabalho. O comiciar a despropósito, o Manuel era bom. O problema é que, a “gerir” esmagava os munícipes e as associações com o século dezanove. Se estivesse com pressa. Porque, nos dias mais folgados, a coisa começava no paleolítico. Carências nas escolas? Era preciso enquadrar isso no contexto da expulsão dos jesuítas… Ineficiência total. Chacota generalizada. E o pior é que ainda não se deu conta disso.

11. Afirma, de novo em dilacerante confissão de mediocridade que, “enquanto eu fui vereador, a política cultural oscilava entre navegar à vista e a liberal”. Escusava de lembrar: foi por isso também que foi demitido... Mas torna a ser injusto com a História quando afirma que, “durante o Euro 2004, se malbaratou muito dinheiro em espectáculos eleitoralistas que fazia muito jeito ao crescimento e afirmação das associações”. Esquece-se que as associações locais foram envolvidas na programação? É a favor de um bairrismo fechado e contra a universalidade da cultura? Que eleições? Ou está pura e simplesmente a ser maldoso e sem memória? Mas olhe que há muita gente com vontade de recordar o seu indecoroso desempenho nesse período: quer mesmo que alguém lhe lembre o episódio do livro que ficou com a incumbência de coordenar? Já pediu desculpa aos autores? Valha-me Deus, tanta cabotinagem.

Os museus e a Biblioteca
12. E lamenta-se, de novo, por Aveiro ainda não ter um museu da cerâmica e do azulejo. Recordo-me bem de o termos confrontado com isso: a responsabilidade de preparar o projecto era sua! E várias vezes o interpelei nesse sentido… E quanto ao Museu de Sal, não engane os leitores: eu não queria fazer uma “caixa grande” na Marinha da Troncalhada. Queira reconstituir uma construção típica das marinhas para funcionar como pólo pedagógico. Será que não chegou a ver o projecto?

13. Enfim, realmente, a situação financeira já não permitiu que se avançasse na ideia da nova biblioteca. É verdade que sou ambicioso para a minha terra. Uma nova Biblioteca em Aveiro, depois de já termos a do Siza Vieira na Universidade, tinha de ser uma obra marcante da arquitectura nacional, se possível em relação com a água e bem enquadrada e não mais um edificiozeco incaracterístico. Lembrei-me, de facto, do Lago do Paraíso. Talvez um dia se faça.

A Orquestra das Beiras
14. O mínimo que o Manuel Ferreira Rodrigues devia fazer sobre este assunto era calar-se para sempre. Mas não. Depois de ter mentido na época, tem o desplante de tornar a mentir agora. Convém então recordar que o Manuel era o representante da CMA na Associação que titulava a Filarmonia. Ora, chocantemente, o Manuel, sendo vereador da cultura de Aveiro e sendo a Filarmonia um instrumento estratégico para a afirmação cultural do Município, foi conivente com as deliberações da Associação em extinguir a Filarmonia, e nem sequer teve a presença de espírito, primeiro e a frontalidade, depois, de comunicar tal facto aos membros do Executivo. É completamente falso que me mantivesse informado do que se estava a passar. Soubemos, estupefactos, por terceiros. De bradar aos céus! Um crime maior de lesa cultura aveirense em que o vereador estava conluiado, perpetrado à revelia do executivo que representava! O cúmulo da insensibilidade, da ingenuidade – o projecto era dissolver a Orquestra para deixar crescer a de Coimbra - e da deslealdade.

15. E não vale a pena agora inventar mais patranhas. Não foi a situação financeira a causa de nada: a Associação tinha uma situação líquida positiva de 150 mil Euros - o que era notável para um projecto desta exigência - e as dívidas da CMA de Aveiro foram imediatamente pagas quando nos percebemos do que estava em curso. Consegui, depois, “in extremis” suspender a deliberação de dissolução e salvar a Filarmonia. Custa a crer que o Manuel não seja ainda capaz de pedir desculpa. Porque a minha culpa foi, apenas, a de ter salvo a Filarmonia de uma golpada política praticada nas barbas de um vereador relapso e que tinha abdicado de defender os interesses de Aveiro. Foi, por isso, convidado a demitir-se. Pela segunda vez.

Equívocos e ingratidão

16. O Manuel Ferreira Rodrigues foi o único vereador que me foi sugerido pelos órgãos concelhios do PS. Os outros foram de minha escolha pessoal. Foi, manifestamente, uma sugestão infeliz e um caso flagrante de alguém que nunca se adaptou à exigente função de vereador. Apesar da gravidade e da reincidência dos seus lapsos, erros, inércias, omissões e disparates, todos tentámos ajudar - até no simples despacho, que se acumulava meses e meses – e tolerámos, até ao limite, as suas públicas pantominas, os arremedos do maoísmo serôdio, o irrealismo, as fantasias e a tanta incompetência. Quando passou à deslealdade e à grave lesão dos interesses de Aveiro, a saída do Executivo era inevitável. Apesar disso, foi convidado a demitir-se com elevação e amizade e sem recriminações públicas ou privadas. É por isso que a entrevista ao DA tendo sido dada por um superior intelecto, podia ter sido dada por um estupor sem tino, sem siso, sem memória, mas com a iliteracia política e o analfabetismo ético, de quem não se coíbe de gratuita e disparatadamente vilipendiar quem sempre o protegeu.

Uma obra cultural com futuro
17. O Teatro Aveirense, a casa Major Pessoa, o Ciclo sobre Arte Nova, o Arquivo Distrital, a Casa da Cultura, a Orquestra das Beiras, o apoio a todas as Associações Culturais, ao teatro, às bandas musicais, à dança e às artes plásticas, à Arquitectura, a realização de grandes espectáculos e eventos de nível internacional, a edição de livros e monografias de grande qualidade, as Conferências do Milénio, as exposições dos pintores nacionais consagrados, a sede para o Aveiro Arte, a recuperação da Capitania, o Centro Cultural de Esgueira, as obras - ainda em curso - do Museu de Aveiro, a preservação dos moliceiros, a Carta Educativa e as novas escolas construídas, a cooperação frutuosa com a Universidade, etc., etc., etc. Por tudo isto me bati e tudo isto se fez. Sem o Manuel e, às vezes, apesar dele. Com uma equipa extraordinária. Com sentido estratégico e capacidade de realização. Deve ser com medo deste futuro que aparecem entrevistas destas. Saborosas de indignidade.



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(Texto publicado no Diário de Aveiro de 25 de Fev de 2008)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008


APA:

Associação Portuguesa de Argilas
Associação Portuguesa dos Antiquários
Associação Portuguesa de Asmáticos
Associação de Parapente do Algarve
Associação Portuguesa do Adepto
Associação Portuguesa do Automóvel

OU....?!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

A BRINCAR COM O POVO
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Pista de remo é obra prioritária

A pista de remo do rio Novo do Príncipe, em Cacia, é o principal investimento previsto nas grandes opções do plano e no orçamento da Câmara de Aveiro, aprovado, anteontem, na Assembleia Municipal, com os votos da coligação PSD/CDS-PP.

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etiquetas: NÃO SEI SE HEI-DE RIR OU ADORMECER



quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

A falta de cor e de vergonha


2 anos (apenas dois) bastaram para que Aveiro e os aveirenses passassem da luz à escuridão.
Aveiro deixou de ter aquele seu colorido. Aveiro passou a viver envergonhada por culpa desta gente incompetente e sem vergonha que nos (des)governa.
Já não bastavam os buracos, a falta de manutenção e de limpeza...
Agora, sem nada fazerem, eis que que nos surge mais ISTO!
Há algum tempo atrás, se tal acontecesse, a PERDA DE MANDATO seria requerida.
E agora? Será que também eles, presidente e vereadores, não pagaram a si próprios?

sábado, 3 de novembro de 2007

A verdade e o balançoA.
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1. A verdade e a mentira

No documento que o Dr. Élio Maia submeteu no dia 22 de Outubro último à reunião de Câmara, como fundamento para a operação de saneamento financeiro do Município, pode ler-se, na pág.32, no Quadro XVIII, que o Passivo Total do Município, ascende, à data de 31 de Agosto de 2007, ao valor de 157.790.344, 83. Este valor anda próximo daquele que sempre sustentei. Ora, o Sr. Presidente da Câmara, ainda há uns dias tornou a afirmar, em entrevista, que a dívida da Câmara de Aveiro ronda os 250 a 300 milhões de €!!! Ou o Dr. Élio Maia está a mentir aos seus colegas vereadores e à Assembleia Municipal, ou o Dr. Élio Maia mentiu para a comunicação social.

2. No Relatório da auditoria da Auren, encomendado pelo Executivo do Dr. Élio Maia, concluía-se, na página 78, que o passivo exigível da Câmara, em Outubro de 2005 (dívidas de curto, médio e longo prazo) totalizava 154 milhões. Ou o Relatório da Auren estava errado e então o Dr. Élio Maia devia-o ter denunciado, ou estava certo e, então, o Dr. Élio Maia devia pedir desculpa aos aveirenses por, cientemente, continuar a enganá-los.

3. Nesse mesmo Relatório concluía-se, na página 87, que, à data de 22/10/2005, o passivo exigível de todo o grupo municipal, (Câmara, SMA e todas as empresas municipais), de curto, médio e longo prazo, era de 168 milhões. Ora, ao longo de dois anos, o Dr. Élio Maia afirmou aos aveirenses sucessivamente, que o passivo, ou a dívida, ou ambas as coisas, era de 180, 200, 220, 250 e, finalmente, talvez 300 milhões de Euros !!!. Talvez o Dr. Élio deva cessar, de uma vez por todas, com este obsessivo exercício de adulteração da verdade.

4. Há limites para o embuste político. Que o Dr. Élio Maia estivesse mal informado há dois anos, ainda se compreende, embora o não desculpe. Que ele sistematicamente insista num número que sabe ser falso, não se desculpa, embora se compreenda. Que ele ao fim de dois anos continue a divulgar dados que são falsos, face aos documentos que ele próprio subscreve, não se desculpa nem se compreende. O problema já não é o montante da dívida da Câmara anterior. O problema é a dívida desta Câmara com a verdade.

5. Há várias hipóteses a considerar para explicar este fenómeno, antes que o povo julgue o carácter político do Dr.Élio: a primeira é a de que o Dr. Élio não lê os documentos. Mas isso seria gravíssima irresponsabilidade. A segunda é a de que todos os estudos sobre a dívida estejam errados. Mas isso seria improvável incompetência. A terceira é que o Dr. Élio tenha lido os documentos e que os documentos, no essencial, estejam certos. O Dr. Élio anda, então, a enganar outra vez os aveirenses. Mas isso é uma indignidade política.

6. Nesse valor incluem-se todas as dívidas de médio e longo prazo. Para pagar esses 154 milhões, que se vencerão nos próximos vinte anos, a Câmara de Aveiro, quando as contraiu, tinha uma perspectiva de receitas para o mesmo período de 1000 (mil) milhões de Euros, avalizada pelo Tribunal de Contas - que aprovou todos os empréstimos e operações financeiras – e ainda dispunha de capacidade de endividamento, como a Auren reconhece no seu relatório e como o Dr. Élio reconhece, ao propor um empréstimo de 58 milhões de Euros!

7. O Dono das Obras
Como se já não bastasse uma obsessão doentia com a distorção dos números, o Dr. Élio, lembrou-se agora, num delírio politicamente esquizóide, mas que é muito triste sinal de si mesmo, de reclamar como sendo suas, as obras realizadas nos meus mandatos. É patético. É anedótico. Uma coisa é nada fazer. Outra coisa é tentar passar a ideia de que o que está feito é seu. É muito feio. Diz que as obras são de quem as paga. É verdade, mas quem as paga não é o Dr. Élio. As obras a que aludiu são pagas por todos os aveirenses. Foram feitas pelos meus Executivos. Mas são propriedade de todos os aveirenses. A única contribuição que o Dr. Élio tem dado a essas obras é tentar denegri-las. É preciso ter alguma desfaçatez para ainda vir agora afirmar que são suas…Haja decoro.

8. O balancete reumatóide
É certo que o balanço que fez de dois anos de mandato é um acto de coragem: sublinhar que nada se fez, pretendendo o contrário é próprio de politiqueiros excelentes a fazer politiquinhas medíocres. O Dr. Élio vem dizer que já fez mais de 50% do que prometeu. É verdade: ele não tinha prometido nada…Mesmo assim conseguiu elencar 21 acções. Ora admitindo que essas acções se fizeram, isso dá o estonteante ritmo de menos de uma acção por mês: é uma estafa!

9. O grave, porém, é que o elenco é uma ilusão e uma dolorosa confissão de inépcia: Reforço da integração e acompanhamento sobre zonas de risco? Desenvolvimento do Programa Sorria? Criação da Agência de Energia do Baixo Vouga? Ligação à Net da Casa Municipal da Juventude? Limpeza de monumentos? Ponte do Côjo? Qual ponte? Contactos permanentes com autarcas, Juntas e Assembleias? Festas da Ria? Enfim, uma mão cheia de nada. Depois claro há o cavalgar nas “obras” que deixáramos em curso: Plano de Pormenor de Rasos? Vidor? Não haverá mesmo vergonha? EPA? Frapil? Querem que se conte a história toda? Terreno para a Diocese? Avanço para a construção de casas em Cacia? Mas o Dr. Élio ainda não foi lá ver que as deixámos quase prontas? Construção da Pista de Remo? Mas afinal não foi de novo adiada pelo Dr. Élio? Fim das obras na unidade de Saúde de Sta Joana? E ainda tem a coragem de se ufanar dos crimes de acabar com as Avenidas de Sta Joana e S. Bernardo? E do atraso na inauguração do Manuel Firmino? E do atraso na activação do ferry boat? Enfim, sobram, para nossa tristeza, um conjunto de medidas financeiras erradas e demagógicas. Isto não é um balanço de futuro. Isto é um mero balancete de quem não tem futuro.

10. O legado do anterior Executivo
O valor de 154 milhões de Euros é, mesmo assim, um valor elevado. Importa que os aveirenses não se esqueçam como é que se chegou a ele. Façamos, então, contas. Se a este valor deduzirmos o montante imputável ao Estádio e acessos, de 62 milhões de Euros, chegamos a 92 milhões. E bem se compreende a importância que o Estádio teve na degradação financeira. Se deduzirmos aos 92 o montante imputável à conclusão de 98% da rede de saneamento, de 20 milhões, ficamos com 72. Se deduzirmos a esse montante os factorings celebrados com a SUMA e com a ERSUC – empresas cujos contratos de prestação de serviços já existiam antes de eu ter chegado à Câmara, chegamos a 63...

11. Deduzam ainda o Teatro Aveirense, a Capitania, a Praça do Peixe, o Parque de Feiras, o Mercado Manuel Firmino, os Paços do Concelho, o Lago da Fonte Nova, o Parque da Fonte Nova, a Escola do Adro, a reconstrução dos muros dos canais, o túnel da Estação, o túnel da Sé, os viadutos de Esgueira, de S. Bernardo e do Eucalipto, o Centro Cultural de Esgueira, o Pavilhão do Galitos, a Piscina do Sporting, a Escola Profissional, A escola de Verdemilho, a Escola das Agras, a escola de Eixo, as habitações sociais em Cacia e no Caião, e em Oliveirinha, o realojamento da Cova das Agras.

12. Deduzam a sede da Junta de Oliverinha, a sede da Junta da Vera-Cruz, a sede da Junta de Aradas, a sede da Junta de Eixo, o relvamento dos campos de futebol de Oliveirinha, de Eixo, de S. Jacinto e de Eirol, o polidesportivo da Belavista, a sede do Bonsucesso, os melhoramentos nas instalações desportivas do S. Bernardo, do Barroca, do Taboeira, de Mataduços, da Fidec, de Nariz e de Requeixo, ou a aquisição do ferry-boat, a aquisição da Quinta da Condessa, a aquisição da Casa Major Pessoa, a construção do parque de estacionamento da Marquês de Pombal, as dezenas de quilómetros de estradas asfaltadas.

13. Deduzam a nova Avenida a Nascente da Estação, a nova Avenida da Forca, a nova Avenida das Agras, e o arranque do Eixo Estruturante, a Ponte do Outeiro, a Passagem Superior de S.Bernardo/Aradas, a Passagem inferior no Centro de Congressos, a supressão de todas as passagens de nível na linha do Norte, as novas instalações dos serviços camarários na antiga Fábrica Campos, as novas instalações dos serviços camarários em Taboeira, a Unidade de Saúde de Sta Joana, o apoio ao novo Centro de Dia do Centro Social de Sta Joana, ao Centro de Dia de Eixo, ao Centro Social de Esgueira, a recuperação do Coreto do Parque, o Parque do Canal de S. Roque, a aquisição de terrenos para o Estádio e para o campo de golfe, a conclusão do Mercado de Santiago, a mudança do mercado Abastecedor.

14. Somem o intenso dinamismo cultural e cívico que promovemos, o apoio constante às colectividades desportivas, culturais e sociais, aos Bombeiros Velhos e Novos, a despoluição dos canais urbanos, a limpeza do espaço público, o tratamento dos resíduos sólidos, a manutenção e modernização dos transportes públicos, a qualificação do espaço público… Somem tudo isso!

15. Somem os Planos aprovados e em curso, a modernização administrativa dos serviços, o Programa Aveiro Digital, as Bugas, a aprovação do Projecto da Pista de Remo e a aprovação do Campo de Golfe, a Polis…Somem as obras do Estado conseguidas, como a nova Estação Ferroviária, a Estação de Cacia, o Arquivo Distrital de Aveiro, o Pavilhão Desportivo da EB de Aradas, da EB de Eixo, da EB de Cacia, da EB de S. Bernardo, a recuperação da Igreja das Carmelitas, a recuperação da Igreja das Barrocas, a requalificação do Museu de Aveiro, em curso.

16. Talvez o Dr. Élio ache que eu deva pedir desculpa por esta obra e muita outra. Talvez os aveirenses comecem a perceber quem é que tem culpas por ter feito e quem é que tem culpas por nada fazer. O Presidente da Câmara de Aveiro não pode ser uma carpideira que todos os dias chora o seu próprio cadáver político. O melodrama da dívida já não comove ninguém. A descoligação já está a alindar o elogio fúnebre. As pessoas já perceberam quem é que tem andado a faltar à verdade. As pessoas já perceberam que os aveirenses têm direito à verdade, ao respeito por uma obra de que se devem orgulhar e a um futuro que esta Câmara não pode dar.


Alberto Souto de Miranda

PS:
Andam para aí muitas entrevistas surpreendentes. Pungentes na revelação do quilate dos próprios. Pedro, que renegou, sentiu-se mal até ao fim da vida. Roma não costuma pagar a traidores. Vamos ver se os pré procônsules os recompensam.

Diário de Aveiro

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Após tanto abandono, valha-nos alguns esclarecimentos por parte de quem sabe.

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Photo1: Carlos Daniel Nunes
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domingo, 28 de outubro de 2007

Presidente da autarquia, Élio Maia, fez balanço da primeira metade do mandato e diz que:

Câmara já cumpriu «mais de metade» das promessas!!!

Clique na imagem
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Com todo este trabalho, merece muito descanso.
(E, porque não, uma esfrega? Com tanta "lata", é justo!)


Ladeado pelos dois líderes concelhios do PSD e do CDS, Élio Maia revelou «orgulho» no trabalho efectuado desde 2005 e assegurou que «mais de metade» dos 241 compromissos assumidos durante a campanha para as últimas eleições autárquicas foi já cumprida. «Nunca nos arredámos um milímetro desses compromissos e ainda fizemos mais do que prometemos???», frisou.

"D.A. de 2007/10/24"